quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Erich Fromm
O amor imaturo diz:
eu te amo porque preciso de ti.
O amor maturo diz:
eu preciso de ti porque te amo
eu te amo porque preciso de ti.
O amor maturo diz:
eu preciso de ti porque te amo
domingo, 15 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Fabricio Carpinejar
A mulher perdigueira sofre um terrível preconceito no amor.
Como se fosse um crime desejar alguém com toda intensidade.
Ela não deveria confessar o que pensa ou exigir mais romance.
Tem que se controlar, fingir que não está incomodada,
mentir que não ficou machucada por alguma grosseria,
omitir que não viu a cantada do seu parceiro para outra.
Ela é vista como uma figura perigosa.
Não pode criar saudade das banalidades, extrapolar a cota de
telefonemas e perguntas. É condenada a se desculpar pelo excesso de cuidado.
Pedir perdão pelo ciúme, pelo descontrole, pela insistência de sua boca.
Exige-se que seja educada. Ora, só o morto é educado.
O homem inventou de discriminá-la. Em nome do futebol.
Para honrar a saída com os amigos. Para proteger suas manias.
Diz que não quer uma mulher o perseguindo. Que procura uma figura submissa
e controlada que não pegue no seu pé.
Eu quero. Quero uma mulher segurando meus dois pés.
Segurar os dois pés é carregar no colo.
Porque amar não é um vexame.
Escândalo mesmo é a indiferença.
A dor é uma mestra cruel. Ela cega, revolta, magoa, fere no mais íntimo de teu espírito, mas se conseguires vencer a escuridão da dor, resplandecerá em ti a luz de uma pessoa vitoriosa, dona de uma felicidade calma e ao mesmo tempo contagiante, típica das pessoas que já conhecem bem este mundo.
[Augusto Branco]
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