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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Saudade vô


Dia 20 de fevereiro fazem dois anos que meu avô fechou os olhos e não pode mais conviver entre nós fisicamente. Foi um homem tão puro e tão íntegro que eu sinto a sua presença a cada vez que vou na casa da minha vó. Parece que ele vai entrar pela porta da frente, as 6 da tarde, vindo do trabalho com uma sacola de pão na mão e dizer: Dedesa, quer pão!?
Eu respondia: quero vô, ta quente?
Era só ele, e eu sempre serei a Dedesa dele, só ele que me chamava assim e todo mundo achava engraçado. As outras netas  e netos também tinham seus apelidos carinhosos, mas para mim o meu ainda é muito especial. 
A saudade aumenta a cada ano, o brilho nos olhos da minha vó não é mais o mesmo, foi tirado um pedaço e uma vida inteira...
Não gosto de sofrer, nem ver alguém sofrendo pela falta dele, pois seu que ele não quer isso para nossa família, não quer que ninguém sofra.
Mas quando a saudade não cabe no peito, ela escorre pelos olhos. Não tem como não chorar de saudade de você - Vô Nicodemos.

Agradeço a Deus por ter me feito neta de pessoas tão especias e que se amaram tanto e continuam sendo amados. 
E agradeço ao meu avô, pelo exemplo de homem honesto, de marido amoroso, de pai cuidadoso e de avô carinhoso.
Eu te amo



Na 1ª foto estamos minha prima, meu avô Nicodemos e minha vó Terezinha.
Meus 23 anos, minha festa em que meu avô esteve presente, as vezes um pouco sério mais sempre muito satisfeito com as ocasiões em família. na segunda foto são os dois juntinhos, do jeito que passaram quase 60 anos de casados. Dias antes de meu avô falecer, veio em casa com minha vó pra gente viajar pra um aniversário, meu avô dirigia pra capital, adorava e queria me levar junto pq meus pais não iam. Eu disse que não íria, perdi a última oportunidade de viajar com meu avô. 
Isso dói um pouco, mas me fez aprender mais ainda o quanto as raras oportunidades são importante!!
E vó, obrigada pela força que demostra. E que deus ainda te dê muita saúde pra você continuar sendo 'união' da família.

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